Sobre Adriane König

Adriane König sempre foi impactada pela beleza e pela arte, mas como é comum em artistas mulheres e mães, o sistema sobressaiu aos seus desejos e Adriane se formou em Direito pela Faculdade ACE de Joinville. Contudo, a arte sempre deu as caras. Em 2020, inspirou-se em um curso sobre criatividade, Creativity Masterclass, com o professor Charles Watson no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo., entendendo a possibilidade de realizar suas aspirações. Oportunizou algumas incursões em desenho, aquarela e outras práticas artísticas. Mas foi através de um processo intenso de pesquisa e  autoconhecimento realizado com a mentoria do curador e amigo Marc Engler, que ela se encontrou com a colagem analógica.

A partir de então mergulhou em sua própria história e desenvolveu uma linguagem poética e estética para falar sobre o comportamento humano relacionado com a forma de ver a realidade. Além de sua própria trajetória, a base de sua narrativa vem muito dos conhecimentos filosóficos da Antroposofia, curso este que teve a duração de sete anos, sob a orientação da psicóloga especialista em antroposofia, Anahi Nopeney. Como resultado, a artista entrega de forma generosa um ponto de reflexão sobre a maneira com a qual nos relacionamos com a verdade, nos dias atuais.

Dedicada ao seu processo artístico e focada em construir uma carreira profissional nas artes, vem se aprimorando através de viagens culturais para Espanha, França, São Paulo e Inhotim. Tudo pela busca de uma entrega de qualidade e alinhada com a contemporaneidade. Esse empenho já a levou a participar de vinte e uma exposições coletivas e sete exposições individuais em menos de quatro anos. Sendo que seu projeto de vida é realizar uma exposição individual para cada setênio de sua jornada alinhada com a época e acontecimentos vividos pela sociedade.

“O que vemos não necessariamente é real. O ato de enxergar passa informações ao cérebro que reverberam no coração. Esses sentimentos nos levam de encontro a conclusões e julgamentos. Nestas obras, quero provocar o observador a pensar sobre aquilo que ele vê, questionando através destas, o quanto de verdade existe nisso. Parar para pensar é dedicar tempo e conhecimento que culminem em uma conclusão sobre como a realidade está cada vez mais distorcida pela facilidade com que as pessoas na sua grande maioria, não se permitem a isso”. Adriane König

Tudo que você pode imaginar é real